A maldade do adultério no pensamento


homens olhando com desejo sexual para uma mulher

O pecado do adultério começa na mente. Primeiro surge o desejo, e depois, se a pessoa não resiste a ele, o ato é concretizado. Mas poucos sabem que o simples ato de uma pessoa desejar cometer adultério, mesmo que ela não concretize o ato, faz com que ela se torne adúltera.

Quem nos ensinou isso foi Jesus, veja:

"Vocês ouviram o que foi dito: 'Não adulterarás'. Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração" (Nova Versão Internacional; Mateus 5,27-28).

O adultério no pensamento acontece quando uma pessoa casada olha com desejo sexual para qualquer pessoa que não seja seu cônjuge, ou também quando uma pessoa solteira olha com desejo sexual para uma pessoa casada. É importante ressaltar que a pessoa solteira que olha com desejo sexual para alguém que também é solteiro não está cometendo adultério no pensamento, pois nesse caso ela não está se envolvendo com alguém casado.

Todos os dias diversas pessoas ao redor do mundo cometem o adultério no pensamento. E para piorar a situação, há muitas pessoas que adoram se vestir e se comportar de maneira sensual, o que colabora ainda mais com o aumento desse pecado.

É lógico que as consequências desse tipo de adultério não são as mesmas daquele em que a pessoa é descoberta por seu cônjuge, o que envolve muitas vezes a separação do casal, sofrimento de ambas as partes, principalmente de quem foi traído.

Por outro lado, o adultério no pensamento é tão grave quanto aquele em que a pessoa concretizou o ato e a pessoa traída nunca ficou sabendo, pois em ambas as situações o traidor faltou com a fidelidade e o respeito para com seu cônjuge e cometeu algo detestável aos olhos de Deus.

Mesmo assim, muitos casados que cometem esse tipo de adultério acham que não estão pecando ao fazer isso. Para estes eu proponho o seguinte desafio: conte para seu cônjuge que você desejou ter relações sexuais com uma certa pessoa e que você gostou de imaginar a cena. Pode ter certeza que seu cônjuge vai se sentir tão traído quanto se você tivesse concretizado o ato.

E para os homens solteiros que também cometem esse tipo de adultério eu proponho o seguinte desafio: vá até o marido de uma mulher que você desejou e conte a ele que você desejou a mulher dele sexualmente. É bem provável que você vá apanhar, ser xingado ou até mesmo morrer. O mesmo desafio eu proponho para as mulheres solteiras que também cometem adultério no pensamento.

Esses desafios que eu propus servem para ilustrar a maldade envolvida nesse tipo de adultério. Servem para que a pessoa que comete esse tipo de pecado perceba que ela está fazendo algo que traria muita decepção e tristeza a certas pessoas, caso elas soubessem.

No entanto, mesmo que a pessoa traída nunca fique sabendo, Deus sempre fica sabendo de tudo. As pessoas que cometem esse pecado serão culpadas de adultério perante Deus, e no dia do julgamento final elas terão que responder por isso e cumprir a sentença que Deus der a elas.

O significado das frases do Pai Nosso


O Pai Nosso na Bíblia de Jerusalem

Orar o Pai Nosso é um dever na vida dos cristãos. E orá-lo é um hábito na vida de muitos deles. Aliás, é um hábito tão comum que às vezes a pessoa acaba o orando de forma automática, sem mesmo prestar atenção ao significado de suas frases. Mas será que Deus acha agradável quando as pessoas oram o Pai-Nosso dessa forma?

Certamente não. O Pai Nosso é uma oração especial, ensinada pelo próprio Senhor Jesus, e repleta de pedidos essenciais para nossa vida presente e também futura. Ao orá-lo nós devemos prestar atenção ao significado de cada uma de suas frases, temos que entender o que estamos pedindo a Deus. Para ajudar você a entender melhor essa oração, explicarei a seguir o significado de cada uma de suas frases, veja:

"Pai Nosso que estás nos céus"

Essa frase não precisa de muitas explicações. É a abertura da oração. É uma forma solene de invocar o criador do universo, o Pai, para que ele escute o que vamos dizer em seguida.

"Santificado seja o teu nome"

Nessa frase nós pedimos a Deus para que seu próprio nome seja glorificado e louvado, isto é, que as pessoas louvem e reconheçam a Deus como o Todo-Poderoso e digno de louvor e santificação.

"Venha o teu reino"

Aqui nós pedimos o fim deste mundo de sofrimento e o estabelecimento do reino de Deus, um reino no qual não haverá mais morte, nem sofrimento, nem dor, mas apenas paz e felicidade a todos que forem dignos de participarem deste reino.

"Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu"

Nessa frase nós pedimos que as coisas aconteçam de acordo com a vontade de Deus, isto é, que tanto na terra como no céu aconteça apenas o que ele quer que aconteça. Afinal, como Deus é o ser mais sábio e perfeito que existe, tudo o que acontece por determinação dele é a melhor coisa que poderia acontecer.

"O pão nosso de cada dia nos dá hoje"

Aqui nós pedimos que Deus nos dê o sustento necessário para o nosso dia a dia. Trata-se de um pedido humilde, pois poderíamos pedir riqueza ao invés de apenas o necessário para a nossa sobrevivência. Mas Deus gosta de pedidos humildes.

"Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores"

A palavra "dívidas" nessa frase deve ser entendida como "pecados" ou "ofensas", assim como vemos na versão de Lucas, que escreveu: "perdoe os nosso pecados" (cf. Lucas 11,4). Nessa parte da oração nós pedimos que Deus perdoe os nossos pecados ou ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que pecaram contra nós ou nos ofenderam. É importante ressaltar que se você não perdoa aqueles que pecam contra você ou o ofendem, você não deve orar esse trecho da oração, pois você estaria mentindo e sendo hipócrita para Deus.

"E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal"

Nessa parte final nós pedimos que Deus não nos leve a situações nas quais seremos tentados, mas sim que ele nos livre do mal ou, conforme algumas traduções, que ele nos livre do maligno, que é o tentador. A forma "não nos deixeis cair em tentação" não é a tradução correta do texto original.


Observação final

O trecho "porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre", que aparece no final do Pai Nosso em algumas versões, não pertence ao texto original

Qual versão do Pai Nosso os cristãos devem orar?


Missa para as crianças de um hospital

Nós cristãos devemos orar o Pai Nosso. No entanto, não existe apenas uma versão do Pai Nosso, e é importante nós sabermos qual é a versão mais fiel à original. A versão mais conhecida é a versão católica, que é a seguinte:

"Pai Nosso que estás nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, amém."

Trata-se mais ou menos da versão da passagem de Mateus 6,9-13 com algumas modificações e acréscimos. Mas será que essa é a versão mais fiel ao Pai Nosso original que Jesus nos ensinou? Para responder essa pergunta, precisamos primeiramente analisar alguns detalhes importantes.


Qual Pai Nosso devemos orar: o do evangelho de Mateus ou o de Lucas?

No evangelho de Lucas (cf. Lucas 11,1-4) a oração do Pai Nosso é mais curta que a do evangelho de Mateus (cf. Mateus 6,9-13). Infelizmente, não há como afirmar com certeza qual das versões é a original. Afinal, é possível que Mateus tenha acrescentado frases à oração encontrada no evangelho de Lucas por achar a versão muito curta. Assim como é possível que Lucas tenha encurtado a versão presente em Mateus por achar a oração muito longa.

Por via das dúvidas, é melhor nós orarmos a versão de Mateus. Assim não corremos o risco de orar um Pai Nosso incompleto. E caso a versão de Lucas seja a original, Deus vai nos perdoar por nossa boa intenção.


Divergências entre as traduções

Você pode ter notado que versões evangélicas da Bíblia, tais como a Almeida Corrigida e Fiel e a Nova Versão Internacional, acrescentam a seguinte frase no final do Pai Nosso: "Porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém". Acontece que a maioria dos especialistas em manuscritos bíblicos não considera esse trecho como parte do texto original de Mateus, mas sim como um acréscimo inserido posteriormente por escribas que copiavam os textos sagrados. Os manuscritos mais antigos e mais confiáveis não contêm esse trecho (cf. Nicholas Ayo, The Lord's Prayer: A Survey Theological and Literary, Universidade de Notre Dame Press, 1993, página 7. E também David E. Aune, The Blackwell Companion to the New Testament, Blackwell, 2010, página 299). Você pode acrescentar esse frase ao orar o Pai Nosso, mas saiba que ao fazer isso você está orando algo inventado por homens pecadores, e não por Jesus.

Falando ainda sobre divergências, algumas versões traduzem Mateus 6,12 com a forma "perdoe as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores", enquanto a versão católica usa a forma "perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido". O texto original usa de fato as palavras "dívidas" e "devedores". Entretanto, a palavra "dívidas" deve ser entendida como "pecados ou ofensas", assim como se vê em Lucas 11,4. Portanto, você pode orar essa parte do Pai Nosso conforme a versão que você achar melhor.

Existe ainda um outro detalhe importante sobre a versão correta do Pai Nosso. Trata-se do trecho que diz: "E não nos deixeis cair em tentação". A verdade é que o texto original diz o seguinte: "E não nos conduza à tentação". A forma "não nos deixeis cair em tentação" acabou virando a forma mais conhecida, mas é melhor nós orarmos conforme o original. Afinal, Deus deixar uma pessoa cair em tentação é uma coisa. Deus conduzir uma pessoa à tentação é outra.

Talvez, muitas versões preferiram traduzir com a forma "não nos deixeis cair em tentação" por achar que a versão original contradiz a passagem que afirma que Deus não tenta ninguém (cf. Tiago 1,13). Entretanto, a passagem original não pede que Deus não nos tente, mas sim que ele não nos conduza à tentação, isto é, que ele não nos leve a situações nas quais seremos tentados. Um exemplo disso foi quando Deus conduziu Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo (cf. Mateus 4,1).


Conclusão

A versão católica não é a versão mais fiel ao Pai Nosso original que Jesus nos ensinou. Porém, ela se aproxima bastante do original, e não é pecado orarmos essa versão. A versão evangélica também não é a mais fiel, pois contém aquela parte final que não faz parte do texto original. Portanto, se você quiser orar da forma mais fiel ao texto original, você deve orar o Pai Nosso da seguinte forma:

"Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos conduza à tentação, mas livra-nos do mal."

E se você quiser entender melhor o significado de cada frase do Pai Nosso, você pode ler este artigo.

E você? Já orou o Pai Nosso hoje?

O que a Bíblia diz sobre os dinossauros?


Modelo de Alossauro

A ciência confirma que os dinossauros existiram. Inclusive, vários museus contêm fósseis desses seres pré-históricos. Mas o que será que a Bíblia diz sobre eles?

A Bíblia não cita exatamente a palavra dinossauros, até porque essa palavra nem existia na época em que os textos bíblicos foram escritos, mas ela fala com bastante detalhes sobre uma possível espécie de dinossauro no capítulo 41 do livro de Jó. Você pode ler o capítulo completo na sua bíblia, se quiser. Aqui vou destacar apenas as passagens mais importantes na descrição desse animal, veja:

"Você consegue pescar com anzol o leviatã ou prender sua língua com uma corda? [...] Seu forte sopro atira lampejos de luz; seus olhos são como os raios da alvorada. Tições saem da sua boca; fagulhas de fogo estalam. Das suas narinas sai fumaça como de panela fervente sobre fogueira de juncos. Seu sopro faz o carvão pegar fogo, e da sua boca saltam chamas [...] A espada que o atinge não lhe faz nada, nem a lança nem a flecha nem o dardo. Ferro ele trata como palha, e bronze como madeira podre [...] Ele faz as profundezas se agitarem como caldeirão fervente, e revolve o mar como pote de unguento" (Jó 41,1.18-21.26-27.31; Nova Versão Internacional).

Alguns tentam identificar o Leviatã como sendo o crocodilo, o que é possível, desde que consideremos a descrição que mostrei acima como simbólica, pois sabemos que crocodilos não lançam fogo pela boca, não soltam fumaça pelas narinas, não têm pela à prova de perfuramento e nem fazem ferver o fundo do mar. Mas se essa descrição for literal, podemos supor que o Leviatã tenha sido uma espécie de dinossauro que já existiu em nosso planeta.
O texto apócrifo de Daniel 14,23-27 também fala sobre uma possível espécie de dinossauro, veja:

"Havia um dragão enorme adorado pelos babilônios. O rei disse a Daniel: 'Você não vai me dizer que ele é de bronze; está vivo, come e bebe. Você não pode negar que é um deus vivo. Então, adore-o também'. Daniel respondeu: 'Só adoro ao Senhor meu Deus, porque ele é o Deus vivo. Se Vossa Majestade permitir, eu mato este dragão sem espada e sem porrete'. O rei disse: 'A licença está concedida'. Daniel pegou piche, sebo e crinas, cozinhou tudo junto, fez com aquilo uns bolos e jogou na boca do dragão. Ele engoliu aquilo e se arrebentou. Então Daniel disse: 'Vejam o que vocês adoravam!" (Bíblia Pastoral).

Essa passagem é reconhecida pela igreja católica como inspirada por Deus, e faz parte de um texto grego que foi acrescentado ao livro original de Daniel. Embora a maioria das religiões que creem na Bíblia não reconheçam esse texto como inspirado, só Deus sabe se essa história é verídica ou não. Afinal, quem determinou quais livros são ou não inspirados por Deus foram homens, que, como qualquer um de nós, também eram sujeitos a falhas. Talvez esse texto seja realmente inspirado por Deus, e esses homens falharam em determinar que ele não era.

Embora a Bíblia não cite outra espécie de animal tão incrível quanto o Leviatã e esse dragão, e nem fale sobre o surgimento ou a extinção dos dinossauros, é perfeitamente possível ter existido muitas outras espécies de dinossauros.

Mas há um detalhe importante. A ciência afirma que os dinossauros viveram na Terra milhões de anos antes de o homem existir. Já a Bíblia diz que homens e animais foram criados no sexto dia e começaram a viver juntos na Terra desde então. Se os seis dias da criação narrados no começo da Bíblia foram dias literais de 24 horas, a teoria da preexistência de milhões de anos dos dinossauros deve ser descartada, pois homem e dinossauros viveram juntos na Terra.

Por outro lado, se os seis dias da criação não foram dias literais de 24 horas, mas sim períodos de milhões ou até bilhões de anos, a teoria da ciência não pode ser descartada, pois a narrativa bíblica do sexto dia da criação mostra os animais sendo criados antes do homem (cf. Gênesis 1,24-31), o que torna possível ter havido um intervalo de milhões de anos entre a criação dos dinossauros e a do homem.

O que a Bíblia diz sobre pacto com o diabo?


Na Encruzilhada Hugo Simberg

Segundo a crença geral, fazer um pacto com o diabo significa entregar a alma a ele para receber em troca muito dinheiro e sucesso. E é isso mesmo. Não é à toa que muitos ricos e famosos são acusados de terem feito pacto com o diabo.

Na Bíblia há um caso envolvendo esse tipo de pacto. Foi quando o próprio Satanás tentou fazer um pacto com ninguém mais ninguém menos que Jesus. É lógico que Jesus recusou, veja:

"O diabo o levou a um lugar alto e mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E lhe disse: 'Eu lhe darei toda a autoridade sobre eles e todo o seu esplendor, porque me foram dados e posso dá-los a quem eu quiser. Então, se você me adorar, tudo será seu'. Jesus respondeu: 'Está escrito: 'Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto" (Nova Versão Internacional; Lucas 4,5-8).

Repare que o diabo ofereceu a Jesus todo poder e toda glória do mundo. Para aceitar o pacto Jesus não precisava fazer nenhum ritual satânico, envolvendo sangue, animais, crianças, nada disso. Ele só precisava fazer uma coisa: adorar o diabo. Portanto, fazer um pacto com o diabo é mais fácil do que se imagina.


Quebrando o pacto

Quebrar o pacto significa parar de adorar o diabo e voltar a adorar a Javé Deus. A Bíblia não diz o que aconteceria nesse caso, mas podemos presumir que a pessoa perderia todo sucesso e dinheiro recebidos e ainda poderia receber alguma punição terrível de Satanás.

Na internet você pode encontrar diversos relatos de pessoas que quebraram seus pactos e depois tiveram suas vidas transformadas em um caos, entrando em uma situação desesperadora, com tudo dando errado. Alguns chegaram a perder até mesmo familiares e a própria vida de forma violenta.


O poder do diabo

Alguns podem se perguntar: mas Satanás tem tanto poder assim? Sim, ele tem. Como vimos, ele ofereceu a Jesus todo poder e toda glória do mundo, e ainda explicou que essas coisas foram dadas a ele, e que ele pode dá-las a quem ele quiser. Jesus não desmentiu essa afirmação, apenas recusou a oferta.

A Bíblia chega a chamar o diabo de deus deste mundo (cf. 2 Coríntios 14,14), e ainda diz que o mundo todo está sob o poder dele (cf. 1 João 5,19).


O diabo no céu?

O diabo tem livre acesso ao céu, e pode se apresentar diretamente a Deus para conversar com ele, assim como fazem os anjos. Além disso, ele pode ficar andando livremente pelo mundo observando as pessoas, e ainda tem poder para enviar raios, fazer surgir furacões e influenciar bandidos e assassinos para fazerem o mal, mas tudo isso somente após a autorização de Deus, veja:

"Certo dia, os anjos se apresentaram a Javé e, entre eles, foi também Satã. Então Javé perguntou a Satã: 'De onde você vem?' Satã respondeu: 'Fui dar uma volta pela terra'. Javé lhe disse: 'Você reparou no meu servo Jó? Na terra não existe nenhum outro como ele: é um homem íntegro e reto, que teme a Deus e evita o mal'. Satã respondeu a Javé: 'E é a troco de nada que Jó teme a Deus? Tu mesmo puseste um muro de proteção ao redor dele, de sua casa e de todos os seus bens. Abençoaste os trabalhos dele e seus rebanhos cobrem toda a região. Estende, porém, a mão e mexe no que ele possui. Garanto que ele te amaldiçoará na cara!' Então Javé disse a Satã: 'Pois bem! Faça o que você quiser com o que ele possui, mas não estenda a mão contra ele'. E Satã saiu da presença de Javé. Certo dia, os filhos e filhas de Jó comiam e bebiam na casa do irmão mais velho. Um mensageiro chegou à casa de Jó e lhe disse: 'Os bois estavam arando e as mulas pastando perto deles. Os sabeus caíram sobre eles, mataram os empregados a fio de espada e levaram o rebanho. Só eu escapei para lhe contar o que aconteceu'. Mal acabara de falar, quando chegou outro e disse: 'Caiu um raio do céu e queimou e consumiu suas ovelhas e pastores. Só eu escapei para lhe contar o que aconteceu'. Mal acabara de falar, quando chegou outro e disse: 'Um bando de caldeus, dividido em três grupos, caiu sobre os camelos e os levou embora, depois de matar os empregados a fio de espada. Só eu escapei para lhe contar o que aconteceu'. Mal acabara de falar, quando chegou outro e disse: 'Seus filhos e filhas estavam comendo e bebendo na casa do irmão mais velho, quando um furacão veio do deserto, atingindo a casa pelos quatro lados, e ela desabou sobre os jovens e os matou. Só eu escapei para lhe contar o que aconteceu. Então Jó se levantou, rasgou a roupa, rapou a cabeça, caiu por terra, e disse: 'Nu eu saí do ventre de minha mãe, e nu para ele voltarei. Javé me deu tudo e Javé tudo me tirou. Bendito seja o nome de Javé!' E, apesar de tudo, Jó não pecou e não acusou Deus de ter feito alguma coisa injusta" (Bíblia Pastoral; Jó 1,6-19).

Nessa passagem Deus só autorizou Satanás a fazer tudo isso para que a fé do justo Jó fosse posta à prova, ou seja, para que se soubesse se Jó iria ou não blasfemar contra Deus após passar por sofrimentos que ele não merecia.

Você notou que até Satanás obedece a Deus? Deus o autorizou a acabar com tudo o que Jó tinha, mas o ordenou a não matá-lo. E o diabo obedeceu! Portanto, fique tranquilo, Deus está sempre no controle. O diabo não pode fazer nada que Deus não tenha autorizado.


Para que serve o diabo?

A função de Satanás é acusar os homens perante Deus. É por isso que ele sempre induz os homens a pecarem, e sempre tenta colocar Deus contra eles, para depois poder denunciá-los. Foi isso que ele fez com Eva (cf. Gênesis 3,1-13), com Jó, com Jesus, e é isso que ele faz também com aqueles que aceitam fazer pacto com ele.

Olha o diabo aqui pronto para começar uma acusação perante Deus:

"Depois disso ele me mostrou o sumo sacerdote Josué diante do anjo do Senhor, e Satanás, à sua direita, para acusá-lo. O anjo do Senhor disse a Satanás: 'O Senhor o repreenda, Satanás! O Senhor que escolheu Jerusalém o repreenda! Este homem não parece um tição tirado do fogo?" (Nova Versão Internacional; Zacarias 3,1-2).

Mas no futuro esse acusador será destruído, veja:

"E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite" (Almeida Corrigida e Fiel; Apocalipse 12,10).


Um caminho muitas vezes sem volta

Alguns também podem se perguntar: há como a pessoa ser perdoada por Deus caso ela se arrependa do pacto? Depende. Se durante o pacto a pessoa não blasfemou contra o Espírito Santo, ou seja, não xingou ao Deus Pai, ela pode ser perdoada. Mas se durante o pacto a pessoa xingou a Deus, dizendo palavras horríveis contra ele, não há como voltar a ele, pois esse pecado é imperdoável, veja:

"Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro" (Almeida Corrigida e Fiel; Mateus 12,31-32).