O que acontece após a morte?


Muitas religiões ensinam que logo após a morte as pessoas entram num estágio de sono profundo ou até mesmo deixam de existir, até o tempo em que elas serão ressuscitadas. Os adeptos dessa ideia não acreditam na possibilidade de se estabelecer contato com eles, e que qualquer acontecimento desse tipo é uma enganação do diabo. Mas será que a Bíblia realmente apoia esses ensinamentos? Não, ela não apoia. E eu vou mostrar isso nas próximas linhas.

Os defensores desses ensinamentos se baseiam em textos como os seguintes:

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (ACF; Eclesiastes 9,5-6).

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (ACF; Eclesiastes 9,10).

“Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele” (ACF; 1 Tessalonicenses 4,13-14).

“Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono. Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto” (ACF; João 11,11-14).

Se essas passagens se referissem às almas dos mortos, teríamos que concordar que realmente a alma não continua a viver após a morte, mas na verdade, essas passagens se referem aos corpos das pessoas mortas e não às almas delas. Realmente os mortos não sabem coisa alguma, pois seus olhos não veem mais, seus ouvidos não escutam mais. A memória deles realmente fica entregue ao esquecimento e eles não têm mais recompensa, porque nós acabamos nos esquecendo deles e não há mais como eles serem recompensados pessoalmente aqui na terra por algo que fizeram. O seu amor, o seu ódio, e a sua inveja realmente já acabaram, pois seus cérebros pararam de funcionar. Eles realmente não participam de mais nada debaixo do sol, ou seja, na vida cotidiana da Terra, porque eles estão em sepulturas, onde realmente não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. Quando olhamos para um corpo morto, vemos que ele realmente parece estar dormindo, e é por isso que nas passagens acima o apóstolo Paulo e o Senhor Jesus disseram simbolicamente que os mortos estão dormindo. O corpo realmente fica “dormindo” após a morte, mas a alma não. Isto está claro em várias passagens da Bíblia, veja:

Em Apocalipse 6,9-11, almas de fiéis mortos pedem a Deus para que ele se vingue dos que mataram seus corpos. Note que enquanto elas estavam pedindo isso, esses assassinos ainda estavam na terra juntos com outros fiéis que ainda iriam morrer.

O próprio apóstolo Paulo sabia que ele e os fiéis iriam habitar com Jesus assim que eles morressem:

“Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (ACF; 2 Coríntios 5,8).

“Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (ACF; Filipenses 1,23).

Em 1 Samuel 28,1-20 a Bíblia relata a aparição do espírito do profeta Samuel, após ser invocado por uma necromante. Alguns dizem que não foi Samuel quem apareceu, e sim um demônio se passando por ele, e que a profecia feita no relato não estava totalmente certa. No site www.hermeneutica.comDennis Downing desmente brilhantemente todas essas interpretações e mostra que foi realmente Samuel quem apareceu. Abaixo seguem os links do texto de Dennis.


Portanto, é possível sim entrar em contato com os mortos, principalmente através de invocação, como vimos no caso do profeta Samuel, mas Deus proibiu seu povo de fazer isso (Deuteronômio 18,10-12).

A Bíblia diz que Moisés morreu (Deuteronômio 34,7), mas mesmo após sua morte, ele apareceu para Jesus e falou com ele (Mateus 17,1-8).

O próprio Jesus Cristo foi pregar seu evangelho aos espíritos dos injustos que morreram no dilúvio (1 Pedro 3,18-20). Esses espíritos certamente não estavam dormindo. O texto de 1 Pedro 4,6 reconfirma que o evangelho foi pregado aos mortos. Os que defendem que a alma morre na morte interpretam que esses espíritos se referem a demônios ou aos anjos maus que desceram à Terra para corromper os homens (Gênesis 6,4-5; 2 Pedro 2,4-5). Mas a ideia de Jesus pregar o evangelho a demônios ou a anjos é muito estranha, pois eles certamente já sabiam muito bem desde a criação do mundo sobre o futuro evangelho de Jesus. Os seres humanos é que não sabiam muito bem sobre esse evangelho, principalmente os que morreram no dilúvio.  Ainda há quem interprete que Jesus pregou pela boca de Noé, através do Espírito Santo, aos injustos da época sobre o iminente dilúvio. Mas fazer essa interpretação é ir longe demais para tentar dar uma explicação a esse texto, pois lemos simplesmente que Jesus “foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais foram desobedientes... quando a arca estava sendo preparada”, ou seja, muito provavelmente trata-se das pessoas que morreram no dilúvio, as quais foram desobedientes aos mandamentos de Deus. Além disso, em 1 Pedro 4,6 vemos que o que foi pregado foi o evangelho, e não o iminente dilúvio.

Em Lucas 16,19-31 Jesus contou uma parábola de dois homens que assim que morreram continuaram a viver em outro lugar. Um foi para o paraíso e o outro foi para o inferno. Repare na parábola que o rico estava falando e não dormindo, e que enquanto ele estava no inferno, as pessoas estavam vivendo normalmente na terra, pois ele pediu que Abraão enviasse Lázaro à casa de seus irmãos para alertá-los, para que eles não fossem para aquele lugar de tormento. Repare também que Abraão, que já havia morrido há muito tempo, não estava dormindo, mas sim falando com o rico. Se o inferno e situações como as da parábola existem, Jesus deu uma interessante explicação sobre a vida após a morte.

Veja a seguinte passagem da Bíblia:

“Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode destruir a alma e o corpo na geena” (BJ; Mateus 10,28).

Essa passagem deixa claríssimo que mesmo que os assassinos matem o corpo de uma pessoa, eles não podem matar sua alma, o que dá a entender claramente que a alma dela continua a viver após a morte.

As seguintes passagens mostram claramente que a alma sai do corpo na morte e que volta a este no caso de uma ressurreição:

"E partiram de Betel; e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Raquel, e ela teve trabalho em seu parto. E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás. E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim" (ACF; Gênesis 35,16-19).

"E clamou ao SENHOR, e disse: O SENHOR meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho? Então se estendeu sobre o menino três vezes, e clamou ao SENHOR, e disse: O SENHOR meu Deus, rogo-te que a alma deste menino torne a entrar nele. E o SENHOR ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu" (ACF; 1 Reis 17,20-22).

Alguns interpretam que a palavra “alma” usada nesses textos se refere simplesmente à “vida” das pessoas que morreram, e não a uma parte delas que sobreviveu após sua morte. Porém, como já mostrei, quando uma pessoa morre, sua alma continua a viver (Mateus 10,28). Portanto, esse texto muito provavelmente está se referindo à alma dessas pessoas, ou seja, a parte delas que continuou a viver após sua morte.

O fato de a alma continuar a viver após a morte no paraíso ou no inferno não contradiz a doutrina bíblica da “retribuição a cada um segundo suas obras” após a ressurreição, porque na verdade, as almas não vão para o paraíso ou para o inferno para receber sua retribuição, mas apenas para esperar o Julgamento Final. O inferno pode ser comparado às prisões nada agradáveis que temos aqui na Terra, onde os maus ficam à espera do julgamento no tribunal. E o paraíso pode ser comparado à situação das pessoas boas que esperam confortavelmente em suas casas o dia do julgamento de suas causas.

Experiências de quase morte (EQMs)

Experiências de quase morte (EQMs) são praticamente uma prova de que a alma continua a viver logo após a morte. Há relatos impressionantes de pessoas que viram tudo o que estavam fazendo com seus corpos enquanto elas estavam dadas como mortas e estavam com os olhos fechados. E muitas delas, principalmente as que tentaram suicídio, contam que foram para um lugar quente e atormentador, enquanto outras contam que foram para um lugar de muita paz e alegria. Pesquise sobre o assunto e você vai se surpreender.

Conclusão

Após a morte, as pessoas boas são levadas por anjos para o paraíso, onde esperarão a ressurreição para a vida eterna, e as más vão para o inferno, para esperarem a ressurreição para a condenação (Joao 5,26-29). 

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